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Radioterapia

O Departamento de Radioterapia foi inaugurado no ano de 1970, antes mesmo do Hospital Erasto Gaertner, e desde então procura oferecer aos seus pacientes tratamentos com alta tecnologia.

A Radioterapia do Erasto Gaertner é pioneira no estado em tratamento de tumores de pele, micose fungóide com  dosimetria "in vivo", Braquiterapia, Radioterapia Conformacional, entre outras.
Único serviço no Paraná que tem Residência Médica certificada pelo MEC e forma todos os anos profissionais competentes para o mercado radioterápico.
Juntamente com a formação acadêmica, a Radioterapia realiza tratamento conformacional com Multi-Leaf  desde 2001 e Braquiterapia de alta taxa de dose desde 2006.

Toda esta tecnologia permite que sejam feitas 16.000 aplicações de Radioterapia por mês.
Referência no sul do país, a Radioterapia participou do Programa de Qualidade do INCA (Instituto Nacional de Câncer), no ano de 2007.

O parque tecnológico da Radioterapia do Hospital Erasto Gaertner conta hoje com:

  • Acelerador Linear de partículas,Varian, Clinac 2100;
  • Radioterapia intra-operatória com Braquiterapia;
  • Aparelho de radioterapia de ortovoltagem Müler RT;
  • Duas placas para Betaterapia (uma oftálmica e outra dermatológica);
  • Aparelho para simulações (2D) Therazim;
  • Um Tomógrafo GE helicoidal High Speed para simulações tridimensionais;
  • Sistema de planejamento Eclipse para tratamentos tridimensionais;
  • Centro cirúrgico dentro do Departamento de Radioterapia.

O que é a radioterapia?

Radioterapia é o tratamento baseado no emprego da radiação para atingir o local dos tumores ou áreas do corpo onde está alojada a doença. Tem como finalidade curar, dar alívio ao paciente para melhorar a qualidade de vida, diminuir o tamanho dos tumores, reduzir ou estancar hemorragias ou atuar sobre os outros sintomas como dor. Há dois tipos de tratamento radioterápico: radioterapia externa ou teleterapia e radioterapia interna ou braquiterapia.

Qual a finalidade do tratamento?

O tratamento radioterápico tem como finalidade curar tumores malignos e reduzir a dor causada por eles.

Como funciona a radioterapia?

Em geral, a radioterapia funciona da seguinte forma: a área doente é exposta a raios de alta energia, sendo todas as células afetadas. Contudo, as células saudáveis se recuperam rapidamente, enquanto as células doentes são lesadas ou destruídas e param de se reproduzir.

A radioterapia é recomendada para todos os tipos de câncer?

Praticamente sim, porém a Radioterapia é aplicada dependendo do tipo de câncer, do estadiamento da doença e do momento do tratamento. Nas leucemias, por exemplo, é usada para consolidar o tratamento quimioterápico ou para preparar o transplante de medula óssea. Nas neoplasias malignas da próstata é o tratamento de escolha, pois apresenta baixas taxas de complicações. Quem irá decidir pela opção adequada para cada caso é a equipe multidisciplinar que acompanha o paciente - radiooncologista, cirurgião oncológico e o oncologista clínico.

Duração do Tratamento

A dose total de radiação depende do tipo da doença, das dimensões, localização do tumor e das condições clínicas do paciente. Na maioria dos casos, o tratamento dura entre 6 e 7 semanas.

O fracionamento das doses (doses diárias, distribuídas ao longo de várias semanas) e os intervalos das aplicações (descanso nos fins de semana) foram estabelecidos para permitir a recuperação dos tecidos normais atingidos pela radiação.

Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais da radioterapia variam de pessoa para pessoa e dependem fundamentalmente da área irradiada.

Se a área irradiada for a cabeça, pode ocorrer queda de cabelo localizada. Quando a boca ou o esôfago estiverem próximos às áreas tratadas, certo grau de inflamação da mucosa que as reveste está previsto, podendo haver dificuldades na alimentação.
Nos casos em que o abdome é irradiado, o intestino costuma ser alcançado pela radiação, o que pode ocasionar diarréia, náuseas e, mais raramente, vômitos.

A irradiação do quadril e de grandes áreas da coluna compromete a produção das células do sangue, podendo exigir do paciente alguns cuidados adicionais.

É comum que a pele que recobre a área irradiada apresente problemas. Vermelhidão, ardor, prurido e escurecimento da pele são relatados com certa freqüência.

Os efeitos colaterais podem ser maiores nos casos em que quimioterapia e radioterapia são aplicadas simultaneamente. Por isso, a integração das equipes médicas é muito importante.

Os pacientes sob radioterapia não se tornam radioativos.


Formas de Radioterapia


Radioterapia externa (ou Teleterapia)

Nessa forma de radioterapia a fonte de radiação é externa ao paciente. Sua aplicação é ambulatorial e dependerá do tipo do câncer e da profundidade na qual se encontra o tumor. O equipamento utilizado nesse tipo de tratamento normalmente é o acelerador linear. Ele emite feixes de irradiação que atingem o tumor depois de atravessarem vários tecidos.


Radioterapia conformada tridimensional

Radioterapia pela qual o tratamento da doença é feito após planejamento tridimensional guiado por imagem de alta definição e computadores de última geração. Essa evolução da Radioterapia aumenta a curabilidade, pois permite que o paciente seja submetido a doses mais elevadas de radiação sem que os tecidos sadios próximos ao tumor sejam atingidos, diminuindo, assim, as complicações.

Radioterapia interna (Braquiterapia)

A Braquiterapia também é uma forma de Radioterapia. Só que neste tratamento a radiação tem origem em materiais radioativos introduzidos dentro e/ou ao redor do tumor. Essa proximidade atinge um número menor de células sadias. Conseqüentemente, o procedimento permite a aplicação de doses maiores de radiação, em intervalos de tempo menores e em volume de tecidos mais restritos. Divide-se em Braquiterapia de baixa taxa de dose (LDR); e de alta taxa de dose (HDR).

Braquiterapia de alta taxa de dose (HDR)

Modalidade de Braquiterapia de última geração, pela qual a semente radioativa é implantada temporariamente no interior do tumor, possibilitando um tratamento bem mais eficaz e igualmente seguro. O paciente permanecerá apenas uma hora em tratamento no Hospital - período em que a semente radioativa fica em seu organismo, já que todo o procedimento é feito ambulatorialmente. Exemplo: câncer de mama.



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