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Ablação por radiofrequência: nova técnica oferecida no HEG - 29/01/2021

Procedimento é indicado para pacientes diagnosticados com esôfago de Barrett                         


O Serviço de Endoscopia Terapêutica do Hospital Erasto Gaertner realizou ontem (28/01), pela primeira vez, um procedimento com ablação por radiofrequência. Esta técnica endoscópica é indicada para pacientes diagnosticados com esôfago de Barrett (uma condição na qual constatam-se danos nos tecidos deste órgão, normalmente relacionados ao refluxo gastroesofagiano que acaba causando uma exposição recorrente ao ácido estomacal).

“Torna-se importante o tratamento desta condição crônica pois cerca de 5 a 7% dos casos podem evoluir para malignidade. Importante lembrar que não necessariamente estamos falando em um câncer invasor, mas também pequenas alterações nas células dos tecidos do esôfago que podem até ser precoces (displasias), mas que demandam cuidados. Apesar de baixos, os percentuais identificados em diversos estudos mundiais demonstram que o esôfago de Barrett pode ser um fator de risco para o desenvolvimento do câncer de esôfago”, alerta o médico do Serviço de Endoscopia Terapêutica do HEG e responsável pelo procedimento, Dr. Eduardo Aimore Bonin.

A ablação por radiofrequência é uma técnica realizada por meio de endoscopia (com sedação) que emprega um cateter. Por meio deste cateter, faz-se uma cauterização por contato direto com o tecido afetado. São realizadas aplicações até que este tecido tenha sido "descascado" da parede do esôfago.

Apesar de muito difundida mundialmente há mais de 15 anos, esta técnica foi aprovada no Brasil pela ANVISA apenas no segundo semestre de 2019, então é recém-chegada e preferencialmente realizada em centros de referência para o tratamento desta condição. A principal vantagem desta solução é oferecer um tratamento menos invasivo para uma condição em um órgão de difícil manejo, com bons resultados, preservando-se o esôfago.

Com resultados muito satisfatórios comprovados por diversos estudos, a ablação por radiofrequência não elimina completamente a chance de desenvolvimento de câncer. Existe, portanto, uma possibilidade de retorno da doença, que se manifesta muito lentamente e microscopicamente (chamado de “Barrett enterrado ou subepitelial”). Por esse motivo, é necessário manter o seguimento endoscópico periódico e o controle do refluxo gastroesofagiano com medicação e medidas dietéticas e comportamentais. Além disso, caso haja aparecimento de novas lesões (sendo estas superficiais), o tratamento pode ser novamente empregado ou escolhido outro método endoscópico (mucosectomia).

Mais informações sobre o serviço: (41) 3361-5018 ou (41) 9 8755-4594.

Referências:

Shaheen N, et al. Radiofrequency ablation in Barrett's esophagus with dysplasia. 2009 NEngl J Med May 28;360(22):2277-88. 

Rouphael C, et al. Indications, contraindications and limitations of endoscopic therapy for Barrett’s esophagus and early esophageal adenocarcinoma. Ther Adv Gastroenterol. 2020, Vol. 13: 1–11

 

 


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